[RESENHA] Teoria do Medalhão - Machado de Assis

Titulo: Teoria do Medalhão


Autor: Machado de Assis

★★★★★

Gênero: Literatura

Editora: EDUSC

Paginas: 32



O Autor:
  Machado de Assis, que brasileiro no mínimo nunca ouviu falar este nome ao menos uma vez? Nascido em 1839 e faleceu em 1908, filho de um pintor português e uma lavadeira negra, por sua vez, mulato, lutou, cresceu e conquistou sucesso em sua vida, sendo um dos escritores nacionais de maior reconhecimento, e também internacional, escritor de diversos livros e contos, dentre os mais famosos, “Memorias Póstumas de Brás Cubas”, “Quincas Borba”, “Dom Casmurro”, “Helena”, “A Mão e a Luva” entre inúmeros outros. Foi um observador crítico e irônico de nossa sociedade no século XIX.

Resenha:

Este pequeno conto do Machado de Assis, publicado originalmente na Gazeta de Notícias em 1881 e logo após foi integrado ao livro Papéis Avulsos, é de uma leitura super rápida, porém não tão simples, deveras complexa, não nego que li muito mais que uma vez rsrs, mas não é difícil afinal, se tratando de Machado de Assis, é um conto muito agradável de se ler, e narra um diálogo entre um pai e filho, após o jantar de comemoração do filho que completou 21 anos, e a entrada do jovem a vida adulta, dialogo esse que acontece as 11 horas, (e termina em torno das 12), onde o pai, recomenda ao filho que este, se torne um medalhão, sendo assim uma pessoa que adquira fama e fortuna.

 Os conselhos do pai, para tornar o filho um medalhão, giram em torno de evitar que o próprio tenha raciocínios próprios, em caso o de submeter-se ao pensamento, onde o filho deve sempre se submeter ao pensamento neutro, com baixo conhecimento e limitação em seu vocabulário, jamais utilizar da ironia, afinal é algo que requer muito raciocínio, e que de certa forma mostra uma figura de um pai que falhou em seu desejo de ganancia pessoal e impõe este mesmo desejo ao filho, que no decorrer do livro age apenas, de forma passiva.


 Em si, uma leitura rápida (de conto mesmo, são apenas 16 páginas curtas rsrsrs mas como disse não deixa o livro fácil de se entender), e de inestimável valor, mostra no geral, a forma que vemos os títulos, onde o raciocínio não se torna algo primário, e como um título ou a fortuna e fama, são mais valorizados pela sociedade do que o conhecimento no geral, onde em si, se chega à conclusão que um quadro na parede pode se ter um valor maior o qual está dentro da pessoa em si, um conto que nos faz refletir muito sobre esse nosso estilo de vida, o quão valorizamos coisas que no geral não deveriam ter tanto valor assim. 

[ENTREVISTANDO O AUTOR] - Jana Meilman

Hey hey pessoal!


Hoje eu trouxe a primeira entrevista em vídeo do blog, então se você prefere assistir ao invés de ler, já pode comemorar (uhhuuu). Mas se você gosta mesmo da leitura, vou deixar todas as perguntas e respostas aqui. <3

A Jana é parceira do blog desde o começo do ano e como nenhuma grande editora quis publicar sua obra ela decidiu abrir sua editora, não podíamos deixar de fazer osso papel e apoia-la, não é mesmo? Então, se você curtiu a entrevista, sinta-se convidado a ler a resenha (link no final da entrevista) e conhecer o site a editora!


Para a entrevista, fiz a transcrição completa do vídeo enviado pela autora, então aqui ele vai parecer quase como uma carta ao leitor. Espero que aproveitem.

[Jana]
Hey pessoal do Fonte Literária, tudo bem?
Aqui quem fala é a Jana Meilman, autora do livro “Do que são feitas as estrelas?”, e eu vim falar para vocês um pouquinho do processo de criação do livro e um pouco sobre mim, eu sou de Teresópolis, cidade serrana do Rio, e Do que são feitas as estrelas? é o meu primeiro livro.
Ele veio de um processo muito interessante na minha vida que, basicamente, espelha na história da Malu, personagem principal do livro por que desde o primeiro capítulo até o último na vida da Malu, você vai ver que tudo de ruim que aconteceu com ela, de certa forma trouxe algo de bom.
E essa é a mensagem que eu queria passar no livro, tudo isso começou na minha vida. Eu tenho crises de pânico, sofro de transtorno pós-traumático, e as vezes eu sofro algumas crises de ansiedade, de pânico e foi numa dessas crises que eu tive a ideia do livro. Foi uma forma que o meu cérebro encontrou de me tirar daquela situação que eu estava e foi quando Malu, Sofia e Lauren, que são as personagens principais do livro, surgiram na minha mente.
As pessoas me perguntam: “ Você não tem problema em falar sobre isso, Jana?” e a resposta é NÃO, porque, na verdade, eu acho que quando a gente compartilha as nossas fraquezas, elas se tornam nossas forças, as nossas fortalezas. E a Malu é exemplo disso.
Então foi assim que surgiu a ideia, no meio dessa crise, a história apareceu na minha imaginação, a crise passou e a história ficou, e ela não ia embora então eu disse para mim que eu deveria escrever para ver se a história sai da minha cabeça. Cheguei a perguntar para mim: “Será que eu estou ficando louca?”. E foi muito interessante pois, a partir do momento em que eu sentei na frente ao computador e comecei a escrever, logo na primeira frase eu já sabia a última frase do livro, a história veio por completo e foi lindo.
Eu sou muito grata pela vida ter me escolhido para contar Do que são feitas as estrelas?. O livro faz uma analogia sobre as dificuldades que a gente enfrenta na vida com o nascimento e a permanência das estrelas no céu, se você parar para pensar, a gente só contempla as estrelas quando escurece, não é? E na vida, muitas vezes, é assim que acontece, foi assim que aconteceu na vida da Malu. No momento de maior escuridão na vida dela, ela descobriu Do que são feitas as estrelas.
Eu sou casada com um Físico, e é claro que isso me ajudou muito na hora de compreender do que são feitas as estrelas e depois eu fiz a analogia, mas de uma forma mais poética. Peguei aquilo que é de exatas e transformei em humanas [risos], ficou uma história muito bonita e eu sou realmente grata por ter tido essa resposta da vida.
Eu achei interessante quando o pessoal do Fonte Literária disse que teve dificuldade em classificar o livro, e eu também tenho porque o livro fala sobre amizade, uma amizade muito linda, muito forte, que é a estrutura, a base, para que Malu consiga realizar o sonho dela. Tem romance, e é um romance lindo, tem humor pois, graças a Deus eu tenho senso de humor e consegui colocar isso no livro também, então ele tem de tudo um pouco.
E, mais do que entretenimento, eu queria que o livro passassem uma mensagem e foi muito bacana quando eu comecei a mostrar a história para algumas pessoas e elas começaram a me responder. Eu respondo mensagens de madrugada: “Jana, que história linda, obrigado por ter escrito.” e é ai que eu vejo que valeu apena, pois a história da Malu também tem drama, mas esse drama  é um grande aprendizado.
A história ficou muito linda, eu sei que sou suspeita para falar, mas eu é uma história de superação dentro de uma ficção muito bacana de uma menina que sonhava em se tornar essa estrela, foi estudar em Nova Iorque, conheceu duas amigas que fizeram toda diferença na vida dela, ela teve uma grande paixão, então basicamente é isso.
O livro tem uma singularidade, que é a música (playlist), eu sou apaixonada por música, não vivo sem, e ele tem trilha sonora. Então, por exemplo, tem uma passagem no livro que diz que a Malu estava numa festa com a Lauren, se esbanjando na pista de dança ao som da música eletrônica, e o leitor pode clicar no ícone, acessando um link, e ouvir exatamente a música que elas estavam dançando, de forma que o leitor é transportado para aquele ambiente.  
Isso é muito bacana pois em alguns outros capítulos a música compõe a história. Foi legal quando eu mandei um e-mail para o pessoal do Spotify perguntando se havia alguma autorização, sobre direitos autorais e tudo, eles me deram uma resposta super bacana dizendo: “Uau, que legal! Nunca um escritor fez isso, inserir a playlist no livro dessa forma.”. E ele me deram um ânimo enquanto eu estava escrevendo o livro.
É isso pessoal, espero que vocês gostem de Do que são feitas as Estrelas, ele está em formato e-book (mas agora tem a opção física e tá num preço SUPER BACANA),e eu estou trabalhando num novo livro, não sei se farei a continuação deste.
Como diz a Malu: “ As vezes é preciso passar por um grande colapso para a gente descobrir o que realmente importa na vida.”


“Um livro que fala sobre amizades, superação e sonhos.”







[Resenha]-A Biografia Íntima de Leopoldina

Titulo: A Biografia Íntima De Leopoldina


Autor: Marsilio Cassotti

★★

Gênero: Biografia

Editora: Planeta

Ano: 2015

Paginas: 304



 Olá pessoal, tudo bem com vocês ? Demorei um pouco para trazer essa resenha mas vamos lá, hoje continuando com o projeto "História Nossa: O Brazil" trago uma resenha muito especial, sobre uma pessoal, muito importante para nós como brasileiros, mas como muitos outros personagens, as vezes esquecida, mas que fez muito para nossa independência, para nós brasileiros... então, me acompanhem nessa resenha :)

Sinopse:

“Leopoldina de Habsburgo é uma personagem decisiva na história do Brasil. No entanto, sua vida íntima é pouco conhecida. Esta obra revela o pano de fundo de suas experiências, desde sua infância como uma pequena arquiduquesa austríaca, durante as guerras napoleônicas contra a Áustria, até o Congresso de Viena, no qual se aventa seu casamento com o “tão belo quanto Adônis” príncipe do Brasil- país dos sonhos que ela estava predisposta a amar.

 Baseado no que contam (e ocultam) as cartas de Leopoldina, em um tom intimista e em estilo semelhante ao da ágil escrita do vienense Stefen Zweig (falecido em Petrópolis), esta obra de Marsilio Cassotti é um relato sentimental e político, de transcendência europeia, mas ambientada no Brasil. É a biografia de uma mulher excepcional, escrita com rigor histórico, que se lê como um romance. ”
O Autor: (Informação contida no livro)


 Marsilio Cassotti estudou Ciências Politicas com especialização em Relações Internacionais na Universidade Católica de Buenos Aires, e Língua francesa no Instituto Católico de Paris. Durante anos, foi diretor de uma de uma bem-sucedida coleção de História em uma editora do Grupo Planeta em Barcelona, e assessor em outras editoras de Madri e Lisboa, pertencentes a um importante grupo de comunicação italiano.

 Publicou várias obras, entre elas Infantas de Portugal, rainhas em Espanha; D. Tereza, a primeira rainha de Portugal; Carlota Joaquina, o pecado espanhol e A rainha adúltera-crônica de uma difamação anunciada, biografias que foram acolhidas favoravelmente pelo público e pela crítica da Península Ibérica. 
Quadro de Georgina de Albuquerque (Assinatura do decreto de separação de Brasil e Portugal)

Resenha:

 Geralmente, quando se trata da Imperatriz Leopoldina, pouco se sabe, e geralmente, gira em torno de poucas palavras, no geral à maioria das pessoas sequer sabem quem realmente ela foi, apenas que foi nossa imperatriz, mas na realidade, foi apenas isso?
 Com certeza não, este livro chega com uma excelente proposta, nos apresentar uma clara biografia, usando como umas de suas principais fontes, cartas escritas pela própria, para suas irmãs, pai, entre outras pessoas ligadas a ela, desde sua infância, e a sua triste morte, e como se diz na sinopse, realmente a leitura chega a parecer um romance, devido a excelente forma que nos é apresentada as informações e os acontecimentos.
 Mas é claro, não pegando apenas a visão de Leopoldina, consegue se compreender inúmeros acontecimentos que mudaram a Europa em seu tempo e pouco antes de seu nascimento, afinal muito da vida dela foi influenciado pelo resultado das guerras napoleônicas, e se consegue ter uma boa visão desse conflito, e uma visão ainda mais interessante sobre D. João VI por exemplo, com um pequeno trecho (bem pequeno) que mostra algo sensacional sobre o mesmo (não vou falar qual é rsrs).
 O livro começa narrando a cena de Maria Antonieta, tia de Leopoldina sendo levada a guilhotina pela revolução que ocorrera na França, um começo já sensacional, mas que se narra, como era o período com o qual nasceria a pequena Arquiduquesa Leopoldina, e apresenta inúmeros relatos sensacionais, que nos ajudam a compreender inúmeros fatores sobre ela, desde seu caráter, a sua fé, seu sarcasmo (ela era muito sarcástica pelo que se percebe) e mostra, desde o início como foram os estudos e dedicações da pequenina, onde, logo cedo perde a mãe.... Narrando de forma excelente, a sua decisão de união com o Príncipe do Brasil.
 Destaque, a compreensão que se possibilita ao entendermos sua participação com nossa independência, como ela se manteve forte e humilde, onde foi uma das principais propulsoras de nossa liberdade, e com ilustres figuras como José Bonifácio, assinou nossa liberdade de Portugal.
 E infeliz momento, suas tristezas, e angustias, como passou o fim de sua vida, “abandonada” morrendo triste, solitária, uma morte angustiante, em sua vida pessoal, tanto com acontecimentos ligados ao marido, quanto ao medo em relação aos amados filhos, afinal, suas grandes ações que recompensaram nosso país com a liberdade, a ela, levaram ao mais triste fim.
 Sem dúvidas, um livro de leitura rápida, comigo foi, não é um livro muito técnico, onde praticamente, mesmo com pouco conhecimento histórico, esse livro pode ajudar a abrir o interesse pela nossa história, afinal, por ser de uma leitura simples, facilita a leitura para leigos por exemplo, ou quem ainda estejam começando, e planeja conhecer mais do passado de quem um dia já foi um glorioso império. 

[TAG] Diferentona

Oi pessoal, como estão?


Bem, hoje eu trouxe uma TAG super interessante que eu encontrei no blog Leitura Inconstante e resolvi responder também.
Bora lá?


Tags.png


1 - Só eu que li?
(Um livro que as pessoas desconhecem, mas você leu)


Você pode conferir a resenha aqui

Destino Íntimo é um livro nacional que me encantou do começo ao fim, infelizmente eu não consegui ler o segundo volume ainda, mas com certeza não irei me arrepender.

2 - Só eu que não gostei?
(Um livro aclamado, menos por você)

(Inexistente)

Ainda não encontrei uma obra aclamada que tenha me decepcionado eu não tenha me proporcionado bons momentos de leitura. Como sou muito eclética no quesito leitura e equilibro muito os livros famosos com autores desconhecidos, não cheguei a uma obra assim.


3 - Só eu que vi apenas o filme?
(Um livro que você quer muito ler, mas só assistiu ao filme)

Reprodução via Conselho Jedi

Star Wars é, sem dúvidas, a história que eu quero ler por completo. Assisti a quase todos os filmes e séries da franquia e apesar de ter alguns exemplares não cheguei a ler nenhum ainda. Eu havia decidido comprar todos os livros primeiro para maratonar na sequência, mas não tenho nem metade ainda então o caminho será longo.

4-Só eu que não li nada dele(a)?
(Um autor famoso de quem você nunca leu um livro)


Pensem o que quiser, eu realmente nunca li um livro da Rowling. Harry Potter eu só vi os filmes, mas confesso que tenho a vontade de ler as obras, quem sabe no futuro.

5. Só eu que gostei do malvado?
(Um livro com um vilão (ou não-herói) pelo qual você torceu mais do que pelo mocinho)


Já comentei várias vezes do The house of night aqui no blog, é uma das minhas coleções favoritas, e devo confessar que já torci para a Nefere, a tão temida vilã da história. No começo eu apoiava a Zoa (protagonista), mas em alguns livros ela é muito burra e a vilã acaba se tornando a favorita.


6. Só eu que acho que panela velha é que faz comida boa?
(Um livro já desgastado, mas que você ama)


Coleção dos livros de Júlio Verne, minha coleção tem cerca de 30 livros, edição antiga e com exemplares surrados, pretendo um dia restaurá-los. São maravilhosos e eu vou protegê-los com a minha vida.

7. Só eu que leio nacionais?
(Um autor nacional que você ama)


Pedro Bandeira, claro, como não amar os livros e a escrita dele? Não tive a oportunidade ainda, mas meus amigos puderam conhecê-lo e disseram que ele é muito gentil.

8. Só eu que amo clássicos?
(Um livro clássico que você gostou)


A Moreninha é, sem dúvidas, um dos clássicos que eu mais gostei, apesar da linguagem o livro me prendeu do começo ao fim.

9. Só eu que li antes de virar filme?
(Um livro que foi/vai ser adaptado para o cinema e você leu antes)


Tecnincamente eu li todos os livros antes do último filme, conta? haha
Eu havia decidido que só iria à estreia da primeira parte se lesse os três livros e maratonasse os filmes anteriores. Em uma semana consegui atingir o objetivo e fui saltitante à estreia <3

10. Só eu que odiei o (a) principal?
(Personagem principal que você odiou)


A tal senhora Marjorie é um livro que, como muitos já sabem, eu não gostei nada. Você pode conferir a resenha e tomar suas conclusões. Mas sobre o personagem, ambos os principais são muito de momento, agem por impulso e isso é algo que eu não gosto muito.

Bem, é isso pessoal, sintam-se a vontade para responder a TAG também. Beijos.

[RESENHA] O Vale Dos Mortos

Titulo: O Vale Dos Mortos


Autor: Rodrigo de Oliveira

★★

Gênero:

Editora: Faro Editorial

Ano: 2014

Paginas: 304



Sinopse:


2017... Uma profecia esquecida do Livro do Apocalipse, reiterada por outros profetas modernos, ressurge…
Cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a Terra. Depois de muito pânico nos quatro cantos do mundo, eles asseguram que o astro passaria a uma distância segura de nós. E todos ficam tranquilos acreditando que nada iria acontecer…
Então 2/3 de todas as pessoas no Planeta caem desmaiadas, vítimas de um estranho surto… "E abriu-se o poço do abismo, de onde saíram seres como gafanhotos com poderes de escorpiões. E os homens buscarão a morte e a morte fugirá deles.” Apocalipse 9,2-6.
E um grupo luta para sobreviver num mundo dominado pelo mal.
Com passagens por São Paulo, Brasília, Estados Unidos, China e França, "O Vale dos Mortos" baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia uma transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro e ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para restabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo.
Uma história com muita ação e suspense, que vai deixar você eletrizado.

O Autor: (Informação contida no livro)

 É gestor de TI e fã de ficção cientifica, dos clássicos de terror, em especial da obra de George Romero. A ideia para esta serie surgiu após um pesadelo tão real que, ao acordar, começou a escrever freneticamente, até concluir seu primeiro livro. Casado e com dois filhos, nasceu em São Paulo, e vive entre a capital e o Vale do Paraíba. 

As Crônicas dos Mortos:

 É composta por quatro livros principais, sendo o primeiro “O Vale dos Mortos”, seguido por “A Batalha dos Mortos”, e logo após “A Senhora dos Mortos” e por último “A Ilha dos Mortos” junto a uma spin off, uma crônica chamada “Elevador 16”.

Resenha:

Geralmente, quando se lembra em apocalipse zumbi, seja em livros, mangás, jogos ou até mesmo em filmes, nunca vemos sequer, uma relação com o Brasil, sempre vemos, apenas, EUA, Inglaterra, Europa ou Japão, desde Resident Evil nos jogos, filmes e mangá, a The Walking Dead na série de tv ou na HQ e livros, até mesmo em High School of the Dead nos mangás e anime, que isso mude agora com este livro hehehe.
 O livro narra a estória de Ivan e Estela, um casal que mora em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, com seus dois filhos, Matheus que é o mais velho, com 8 anos, e Ana, a caçula com 6 anos, e vivem uma vida relativamente feliz, com bons empregos e uma estabilidade financeira considerável, até o dia que tudo mudou, quando cientistas descobrem um planeta vermelho em rota de colisão com a terra, o que causa um pânico, porem após maiores estudos se descobre que o planeta apenas passara de “raspão” com a terra a uma distância segura.
 Mas eis que, quando resolvem comprar umas coisas, o casal e seus filhos aproveitam para um almoço no shopping, quando de repente, tudo começa... (vou ignorar uns detalhes para não dar spoiler hohoho) como um acontecimento global, atingindo os quatro cantos do globo.
 Em nenhum momento da leitura, me senti lendo algum clichê barato que são facilmente encontrados em muitos filmes de zumbi, claro que toda a ideia não é uma ideia nova, mas a forma que nos é passado os acontecimentos são bem interessantes, além do que, os acontecimentos todos são na região do Vale do Paraíba, (não conheço essa região pessoalmente, mas quem mora por lá, com certeza se sentira em “casa” com os acontecimentos hehe), outra coisa super interessante, é de que no fato de estarmos aqui, no Brasil, como a “dificuldade” de se obter armas, até certo ponto influencia na ação dos personagens para conseguirem se armar em certo momento do livro, o que torna a ação dos acontecimentos bem “difíceis”.
 Mesmo como disse antes, ser um tema batido, o que torna difícil acontecimentos realmente inovadores, (muitos elementos se encontram em outras estórias por exemplo) mas isso não deixa esse livro menos interessante, ao contrário, sinto que o bom uso dos elementos criou uma obra única, não se torna repetitivo, e em nenhum momento mesmo no meio da leitura, ou até mesmo quase no fim, se sabe o que realmente acontecera (gosto desse elemento) não são acontecimentos previsíveis.
 Uma coisa que achei interessante, foi uma “relação” com o livro do apocalipse, a relação com o planeta, (o constante blábláblá de algum vírus (apesar de que ainda não é uma hipótese descartável, afinal me faltam 3 livros e a crônica para ler rsrsrs)).
 No geral, o livro é de uma leitura muito gostosa, rápida realmente, dividido em 13 capítulos + um epilogo que já dá uma entrada para a continuação, apresenta um apocalipse zumbi, usando com sutileza elementos já existentes, mas que em nenhum momento se tornam repetitivos, afinal como já disse, não deixa a obra previsível ou menos interessante, fazendo uma excelente adaptação e torna indispensável esse livro para fãs do universo zumbi.
 Em si, vale a pena a leitura, e com certeza agradara os fãs desse estilo, ao criar um universo mais "próximo" do nosso, um estilo mais parecido com o nosso, onde o autor conseguiu mesclar bem os velhos clichês, sem criar algo repetitivo e "tão comum" de se encontrar.

 E um extra para quem se interessar o livro, tem um Book Trailer muito interessante e que vale a pena ser visto, para quem tiver interesse basta clicar aqui.

[RESENHA] O Reino Que Não Era Deste Mundo

Titulo: O Reino Que Não Era Deste Mundo


Autor: Marcos Costa

★★

Gênero: História

Editora: Valentina

Ano: 2015

Paginas: 280


 Olá pessoal, tudo bem com vocês ? Essa é a segunda parte do projeto, "História Nossa: O Brazil" e como sendo o segundo livro, esse é uma excelente opção, e vocês já irão saber o a razão disto ;) então vamos lá...

Sinopse:

“Uma conspiração maquiavélica que beira as raias do absurdo. Mais do que duas forças políticas, duas elites disputando um ardiloso jogo de xadrez. Um tsunami prestes a engolir os donos do poder. E você, de que lado estaria? Para entender o Brasil de hoje é preciso entender os bastidores de uma disputa pelo poder que começa em 1831 e envolve nada mais, nada menos que alguns dos principais personagens da nossa história. De um lado, os monarquistas, os novos-ricos, D. Pedro I, Duque de Caxias, Barão de Mauá, D. Pedro II, Princesa Isabel, Conde D’Eu; do outro, é claro, os republicanos, os escravocratas, os cafeicultores, Barão de Cotegipe, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Floriano Peixoto. Nas cenas derradeiras, em 1889, o enfermo Imperador D. Pedro II está vindo de Petrópolis. No Rio de Janeiro, duas conspirações estão prestes a se chocar. Em uma das frentes, a Princesa Isabel trama a transição para o Terceiro Reinado. Na outra, os republicanos colocam em marcha planos sediciosos para proclamar a República. No meio, o Marechal Deodoro terá que escolher um dos lados. Ambas as elites caminham sobre um vulcão em erupção. E o povo... o povo, como sempre, está à mercê de sua própria sorte, sua péssima sorte. ”

O Autor:

Marcos Costa, formado em História pela UNESP (Campo de Assis), e se tornou mestre e doutor em história social também pela Unesp, é escritor, historiador, professor universitario e pesquisador. Também escreveu os livros "A História do Brasil Para Quem Tem Pressa" "Para Uma Nova História" "Escritos Coligidos: Textos de Sergio Buarque de Holanda" e "O Homem Que Não Quis Ser Imortal".

Resenha:


Este livro, é dividido em 3 partes, cada uma tão simples de se entender, simplesmente ao ler, porém simplesmente tão complexo ao imaginar melhor a situação, e os acontecimentos narrados por ele, sendo a parte I “A Nova Ordem Mundial”, a parte II “A Conspiração” e a parte III “Crônica de Uma Republica Não Proclamada”, narra de forma simples, e de fácil compreensão o imenso jogo de xadrez chamado Brasil, e como suas conspirações, disputas pelo poder e convicções pessoais sempre deixaram a nação à deriva, (e deixam até hoje rsrs).
 O foco desde o início é mostrar de certa forma, as intrigas e disputas pelo poder, e a trajetória do livro vai narrando inúmeros acontecimentos e as principais ações maquiavélicas que levavam as disputas pelo poder e as intrigas, desde a independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, as crises e “conspirações” que levaram a abdicação de Dom Pedro (que de fato o levou a Portugal e a uma guerra sangrenta contra seu irmão Dom Miguel) e como os acontecimentos destas passagens permitiram a coroação do ainda jovem Dom Pedro II que levaria o Brasil ao maior período de estabilidade que o Brasil já se encontrou, a incontestável e importantíssima participação do ilustre Duque de Caxias, e seu necessário papel na garantia de estabilidade e soberania da nação (dentro e fora do nosso território) e como isso garantiu a estabilidade necessária para que Dom Pedro II junto a Princesa Isabel e Conde D’Eu pudessem lutar pelo fim da escravidão em luta de mais de 30 anos.
 Mostra de forma sucinta como se deu a necessidade de se encontrar um “bom marido” a Princesa Isabel, o que levou ao encontro de Conde D’Eu, e como sua visão progressista influenciou a mentalidade da mesma, e eram compatíveis com a de Dom Pedro II, como a guerra do Paraguai ajudou a dar pleno poderes aos militares que através do golpe proclamariam a republica juntos à Benjamin Constant (o verdadeiro.... Mentor em partes do golpe) e como a batalha política entre Princesa Isabel e o Barão de Cotegipe (sendo ele a favor da manutenção da escravidão e sendo Isabel contra a escravidão) levaram ao surgimento por exemplo do partido republicano, e a união dos escravocratas que se unirão contra a família imperial após a lei Áurea que libertou os escravos e 1888 e como isso levou a proclamação em 1889 (que levou ao poder a oligarquia rural).


"Quando o projeto passou em ultima discussão, o povo que enchia as tribunas, as galerias e todo espaço livre por trás do recinto irrompeu em grandes aplausos e aclamações que Abaeté, agitando com as mãos trêmulas a campainha de prata, por pouco tempo tentou em vão dominar. Na tribuna do corpo diplomático estava, entre outros, o ministro dos Estados Unidos. Quando a sessão terminou, desceu ele ao recinto e colheu com as próprias mãos algumas flores das que o povo atirava a Rio Branco e aos senadores que sustentaram o projeto. Vou mandar essas flores ao meu país, declarou, para mostrar como aqui se fez desse modo, uma lei que lá custou tanto sangue." 
(trecho retrata a aprovação da Lei do Ventre Livre no senado, retirado do livro pagina 174)

Apresentando passagens muito interessantes que narram, mostram com clareza como pessoas como Quintino Bocaiúva e Benjamin Constant levaram Deodoro e Floriano a orquestração do golpe, e como isso aconteceu de forma tão rápida (por exemplo e não sendo spoiler claro rsrs como em menos de 15 dias isso aconteceu na verdade), sendo esses acontecimentos que surpreenderam a população da época, que assistiu tudo sem demostrar reações afinal, nada era fácil de compreender, e a expulsão da família imperial do Brasil (em uma madrugada chuvosa) afinal, a aprovação da população para com Dom Pedro era a maior de todos os tempos, não era um período de crise e o Brasil se encontrava a um período realmente longo sem crises significativas, diga-se de passagem, era o “auge” da monarquia, da aprovação popular, e um acontecimento estranho, um golpe para derrubar do poder a mesma monarquia que era progressista e imaginava um país livre, simplesmente para manter o estado como ele era exatamente, um golpe para manter o país como era e não para mudar (o que é estranho diga se de passagem hehehe) afinal, geralmente se é o contrário e um golpe leva a uma mudança de poder, não é feito para se manter tudo como se era antes. 

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